O luto não segue regras. Não respeita calendários nem expectativas. Pode aparecer em ondas, quando menos esperas: num cheiro, numa música, num dia qualquer de terça-feira em que de repente te lembras e dói outra vez.
Chamo-me Úrsula de Figueiredo e acompanho pessoas que estão a aprender a viver com uma ausência. Que estão a tentar perceber como é que a vida continua quando algo fundamental mudou. Não tenho pressa nem expectativas sobre como devias sentir-te.
A perda não é só a morte de alguém querido. Pode ser o fim de uma relação que definiu anos da tua vida. Pode ser a perda de um futuro que tinhas imaginado. Pode ser uma mudança que te tirou o chão. Todas estas perdas merecem atenção.
Nas nossas sessões, não vou tentar animar-te. Não vou dizer que o tempo cura tudo. Vou estar presente, fazer perguntas com cuidado, e dar-te um lugar onde a tua dor não precisa de ser minimizada nem justificada. Ela é o que é.